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Parece estranho mas crocodilos são os maiores cantores e românticos dos seres escamados... talvez por isso o nome deste blog esja tão adequado. Entre crocodilos e poemas é a válvula de escape literária, algo que impede uma erupção catastrófica mas, ainda sim, deixa fluir lava emocional e racional. Aproxime-se e ouça o som, pode ser um crocodilo, um vulcão, um roncar de terremoto ou apenas a cinza a cair...

sexta-feira, 11 de maio de 2012





Olho o mundo por olhos de vitral
Com cor diferente, forma sem definição
Turvo e torto, meio surreal e meio morto
Perdido nas arestas e nos retalhos de vidro
Cercado de certa forma, por cor e mistura
Será que sou visto por de trás desta armadura?
Este casulo de arco-íris, mórbido e irreal
E mesmo visto, sou identificado com precisão?
Devo dançar pra ser observado melhor?
Deixar os risos me consumirem
Devo lançar a fúria, fornalha da minha existência?
Vou tentar absolver os transgressores
Vou tentar rir dos lamentos da minha língua
Vou tentar estar diferente
Mas nem tanto

 

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